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Depois de um ano de discussões em torno do que seria Basileia 3 no Brasil, as regras divulgadas na sexta-feira foram bem recebidas pelos bancos. Para as instituições financeiras, as normas não criam limitações para a expansão do crédito.
 
O maior receio dos bancos era que cerca de R$ 60 bilhões de créditos tributários gerados por provisões para devedores duvidosos deixassem de contar como capital. Em uma ação conjunta, Banco Central e Ministério da Fazenda garantiram a contabilização desses recursos. Com isso, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander deixaram de perder 2 pontos percentuais no capital principal de nível 1, segundo cálculos feitos pelo Goldman Sachs.
 
“Os principais assuntos de Basileia 3 foram muito bem resolvidos pelo Banco Central”, afirmou Marcial Portela, presidente do Santander Brasil. “Foi uma atitude corajosa das autoridades já adotar Basileia 3, enquanto outros países ainda não implementaram. Isso tirou uma incerteza que os investidores tinham.”
 
Dos 27 países signatários do acordo de Basileia, apenas um terço deles já divulgou suas regras, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
 
“Os assuntos mais esperados de Basileia 3 vieram como se esperava e terão impacto neutro sobre a oferta de crédito”, disse Rogério Calderón, diretor de controladoria do Itaú Unibanco.
 
Para os bancos, Basileia 3 não criou limitação para o crescimento dos empréstimos no Brasil, principalmente ao permitir o uso dos créditos tributários. “Os bancos têm toda a capacidade de atender a necessidade de crescimento do crédito do país”, afirmou Portela.
 
“A implantação das regras de Basileia 3 é convergente com a nova realidade econômica do país, cujo principal traço é o lançamento das condições fundamentais para o crescimento do investimento, do crédito de longo prazo e da expansão da atividade econômica”, disse Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, por meio de uma nota divulgada à imprensa.
 
Segundo Renato Oliva, presidente da ABBC, associação que representa os bancos médios, a boa notícia para essas instituições veio do cronograma de Basileia 3, que deu mais fôlego para eventuais necessidades de capital adicional. “Um cronograma mais curto traria problemas, mas as regras mostraram que o impacto é administrável”, disse o executivo.
 
Pelos cálculos do Banco Central, os bancos brasileiros vão precisar de R$ 15 bilhões de capital extra até 2019, começando com R$ 2,9 bilhões em 2017. “Não vejo nenhuma dificuldade de adequação às novas regras”, disse Willy Jordan, diretor de relações com investidores do PanAmericano. “As regras de Basileia 3 ficaram dentro do esperado e foram muito positivas.”
 
Fonte: Valor Econômico / Carolina Mandl / Karin Sato – 04.03.13

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