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A taxa de inadimplência nos empréstimos bancários a pessoas físicas segue em alta, passando de 7,6% para 7,8% entre outubro e novembro, e as instituições financeiras se preparam para dias mais difíceis, reforçando suas provisões em R$ 2,13 bilhões para fazer frente aos riscos maiores de perdas.

As estatísticas do crédito bancário, divulgadas nesta semana pelo BC, registram deterioração nos indicadores de inadimplência de quase todas as linhas de crédito a pessoas físicas. No cheque especial, a inadimplência subiu de 9,3% para 10%, num conceito que considera operações vencidas há mais de três meses.

Nos financiamentos para a aquisição de bens, exceto veículos, a inadimplência saltou de 13,1% para 14,7% dos empréstimos. A inadimplência nos financiamentos de automóveis teve uma leve oscilação positiva, passando de 4% para 4,1%. O indicador se manteve estável apenas no credito pessoal, com 5,4%.

A tendência de deterioração na inadimplência do crédito a pessoas físicas vem sendo observada desde o início do ano. Em dezembro de 2007, o indicador estava em 7%. O índice de inadimplência é o mais alto desde agosto de 2003, quando chegou a 7,9%. O pico da série estatística do BC, que começa em 2000, foi de 8,44%, em maio de 2002.

“Teremos que observar para ver como evolui a taxa de inadimplência”, disse o chefe do departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. “É possível que, ao longo dos próximos meses, volte a recuar, na medida em que as instituições financeiras retomarem a expansão das carteiras.” A alta da inadimplência se restringiu ao crédito a pessoas físicas. No caso de empresas, a taxa ficou estável, em 1,7%, abaixo dos 2% observados em dezembro de 2007.

Os bancos também aumentaram em 3,5%, de outubro para novembro, as provisões para cobrir riscos de inadimplência. O total de provisões do sistema cresceu R$ 2,130 bilhões, chegando a R$ 63,431 bilhões. O reforço das provisões foi maior que a alta da carteira de crédito, que avançou 2%.

Os chamados créditos com risco normal, que englobam operações com classificação AA, A, B e C, cresceram 1,9%. Foi uma expansão mais moderada do que os créditos com risco 1, com notas entre D e G, que cresceram 3,6%. Já os créditos com risco 2, com nota H, considerados de difícil recebimento, cresceram 3,5% de outubro para novembro. A piora se concentra nos empréstimos a pessoas físicas.

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