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A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) não trouxe grandes novidades. Por isso mesmo, a reação inicial do mercado de juros futuros foi modesta à indicação de novo corte de meio ponto percentual na Selic em agosto e à possibilidade de redução também em outubro.
 
No decorrer da tarde, no entanto, um firme movimento de baixa tomou forma, especialmente nas taxas de prazo mais dilatado, que fecharam em mínimas históricas. Nas mesas, operadores notaram a presença de investidores estrangeiros e de um grande banco local puxando essa movimentação.
 
Segundo o chefe de economia e estratégia para o Brasil do Bank of America Merrill Lynch, David Beker, estamos na fase de sintonia fina da política monetária e os contratos de curto prazo não parecem ter prêmio suficiente para atrair grandes operações.
 
Com isso, diz o especialista, a discussão muda do “quando acaba o ciclo” para “por quanto tempo” o BC vai manter a taxa estável.
 
Essa discussão já existe, mas deve se intensificar. Alguns meses atrás, a avaliação era de Selic para cima no primeiro trimestre de 2013, com a taxa de volta a dois dígitos. Agora, o aperto se desloca para o segundo semestre, com juro subindo a 8% ou 9%.
 
Isso se traduz, também, em uma migração dos negócios dos contratos de curto para os vértices de longo prazo.
 
A mudança de foco bate diretamente na inclinação da curva de juros. Ontem, por exemplo, essa inclinação caiu, pois os juros longos recuaram mais do que os curtos. Quanto menos inclinada a curva, melhor a percepção de risco com relação ao futuro da política monetária, ou seja, a Selic deve ficar estável por mais tempo.
 
Ainda de acordo com Beker, que trabalha com Selic a 7,25%, além do ritmo de retomada da atividade, o comportamento da inflação do decorrer do ano vai temperar esse tipo de discussão. Já se sabe que a sazonalidade resulta em inflação maior na segunda metade do ano, mas agora há um novo elemento em pauta: a forte elevação dos preços agrícolas, especificamente dos grãos.
 
Os relatórios de 11 grandes instituições locais e externas são unânimes em apontar que a Selic volta a cair no encontro de agosto do Copom, atingindo 7,5%. Todos leram a “parcimônia” como senha para novo corte. A divergência fica para o encontro de outubro, mas a “briga” é por meio ponto de Selic.
 
Quem acredita em parada no 7,5% sustenta a avaliação na indicação dada pelo BC de que a retomada da atividade será mais firme neste segundo semestre. Outro grupo acredita que o BC corta a taxa para 7,5%, “prepara” o mercado para o fim de ciclo e corta a Selic em 0,25 ponto em outubro. Há também as instituições que acreditam que esse “ajuste final” será de meio ponto, com o juro indo a 7%, e há, ainda, quem trabalhe com meio ponto de corte diluído em duas parcelas.
 
No câmbio, o marasmo deu lugar a firme movimento de venda na última hora de pregão. O dólar comercial caiu 0,45% e fechou na mínima do dia a R$ 2,013. Na semana, a moeda perde 1,18%, queda “conquistada” na terça e ontem, já que na segunda e na quarta o dólar fechou estável.
 
Fonte: Valor Econômico/ Eduardo Campos – 20/07/2012

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