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A União Europeia está decidida a avançar na direção da integração bancária, do aprofundamento da união monetária e econômica e da melhora de sua governança, segundo o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. Eles reconheceram, porém, que medidas urgentes não serão tomadas no curtíssimo prazo, e que o processo decisório numa união que envolve 27 democracias é necessariamente mais lento.

Os avanços mais rápidos podem ser obtidos na questão de uma maior integração do sistema bancário, com uma supervisão mais centralizada, disse Van Rompuy. Ele afirmou, contudo, que não se deve esperar ações decisivas a respeito desse e de outros assuntos nem mesmo na cúpula europeia marcada para o fim do mês. O belga destacou também a intenção de a União Europeia incentivar medidas de apoio ao crescimento e à geração de empregos.
 
Barroso lembrou que toda a discussão na Europa é “quão longe e quão rápida” a Europa caminhará na direção de mais união monetária, fiscal e até política. Ele descartou, porém, a ideia de que a emissão de títulos comuns europeus – os eurobônus – possa ocorrer em breve ou que seja uma solução para problemas enfrentados no curto prazo. “Há um entendimento amplo de que, qualquer que seja a forma encontrada para isso, será numa perspectiva de longo prazo, com garantias e na direção da consolidação fiscal.”
 
Ao tratar de um possível alívio nas condições do pacote à Grécia, Barroso foi bastante cauteloso. “Há uma vontade de fazer mais pela Grécia e apoiar medidas de crescimento, desde que o país respeite os compromissos assinados”, afirmou ele, ressaltando que a nação tem feito um grande esforço fiscal, mas ficando um pouco aquém do esperado em termos de reformas estruturais e de privatização. Nos últimos dias, surgiram especulações de que a Europa poderia aliviar alguns termos do acordo e os próprios políticos gregos chegaram a cogitar uma revisão.
 
Barroso se irritou com um jornalista canadense, que perguntou por que a América do Norte deveria arriscar os seus ativos para emprestar mais dinheiro a instituições como o FMI para eventualmente ajudar a Europa, um continente rico e poderoso. O português destacou que a Europa é quem mais terá de colocar dinheiro no FMI, tratando-se, como bloco, da maior economia do mundo. Também afirmou que a Europa não precisa de lições de ninguém, que a crise se originou na América do Norte, por conta de práticas financeiras heterodoxas, e que os europeus não reclamam disso. “E somos democráticos, como nem todos os países do G-20 são”, afirmou ele. Van Rompuy fez coro com Barroso, destacando que fazer reformas em democracias é muito mais difícil do que em regimes autoritários. “Entendemos os problemas dos outros, e queremos que os outros entendam os nossos.”
 
Fonte: Valor Econômico – 19/06/2012

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