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Quem conhece o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, sabe que este funcionário de carreira da instituição costuma ser franco, espontâneo, claro. Exatamente por isso, quem conhece o técnico do BC, braço direito do ex-chefe do Depec e atual diretor de Administração da casa, Altamir Lopes, suspeita que ele passou por algum apuro em pelo menos um momento da entrevista à imprensa dedicada ao balanço das operações de crédito no país – quando apresentou as projeções do BC para 2013. Maciel não repetiu apenas a afirmação feita em dezembro de que “o crédito é um elemento importante nesse contexto de retomada da atividade econômica”. Reprisou também todas as estimativas apresentadas três meses atrás.
 
Normal, para quem está desembarcando nas finanças nacionais agora. Justo, para quem avalia que o BC não quer dar sinal equivocado para o mercado, que anda pra lá de inquieto com a perspectiva de alta da Selic em maio ou logo em seguida. Duvidoso, para quem acompanhou este mesmo mercado no primeiro trimestre, onde só a Selic manteve-se impávida em 7,25%.
 
Além de mais desonerações, aumento de combustível, lançamento antecipado da campanha presidencial, novo recorde de popularidade da presidente Dilma Rousseff, o primeiro trimestre trouxe pelo menos uma manifestação inesquecível do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que, de peito aberto na gelada Moscou, avisou que o juro é o instrumento a ser usado no combate à inflação.
 
Nos últimos três meses, o Comitê de Política Monetária (Copom) mudou radicalmente o seu discurso, tirando a Selic da tediosa perspectiva de “estabilidade por tempo suficientemente prolongado” (que nem chegou a se confirmar porque acabou antes de ficar tediosa) para a perspectiva de oscilação. No câmbio, BC e governo desarmaram especulações sobre uma nova rodada de desvalorizações da moeda e conseguiram trazer o dólar para cerca de R$ 2,00 – patamar por onde vem transitando.
 
Apesar de tudo, Maciel disse que o crédito total deve encerrar o ano com expansão nominal de 14%, menor que os 16,2% do ano passado, mas atingir 55% do Produto Interno Bruto (PIB). O crédito livre deve avançar 13% em 2013, ante 13,9% em 2012. O crédito direcionado, 16%, ante 20,5% verificados no ano passado. Na divisão por tipo de instituição financeira, o BC também manteve as estimativas. O crescimento do crédito esperado para os bancos públicos é de 18%; para os bancos privados nacionais, 10%; e para os bancos privados de controle estrangeiro, de 12%.
 
Em 2012, a expansão da carteira de crédito dessas instituições foi de 27,2% (bancos públicos), 7% (bancos privados nacionais) e 9,6% (bancos privados de controle estrangeiro).
 
Fonte: Valor Econômico / Angela Bittencourt – 27.03.13

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