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O percentual de famílias endividadas ficou praticamente estável em junho, em relação a maio, de acordo com dados da Peic nacional (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e divulgada nesta quinta-feira (16).

Neste mês, a parcela de famílias brasileiras endividadas ficou em 64,1% – em maio, o percentual era de 64,2%. Sobre junho do ano passado, no entanto, houve alta, já que no período essa parcela era de 54%.

Já o percentual de famílias que têm dívidas e contas em atraso recuou de 24,4% em maio para 23,3% este mês. O número daqueles que declararam não ter condições de pagar as dívidas também caiu, passando para 8,4% ante 8,6% no mês anterior.

De acordo com o levantamento, embora a inadimplência ainda se mantenha em patamar moderado, ela tende a se elevar nos próximos meses, influenciada por fatores como a piora contínua nas condições de novos empréstimos e renegociação de dívidas antigas, a queda recente da renda real do trabalhador e o ritmo mais reduzido de geração de novos postos de trabalho.

Nível de endividamento
De acordo com a pesquisa, a parcela de famílias que afirmaram estar muito endividadas caiu de 17,5% para 16,6% entre maio e junho.

O número daquelas que se dizem pouco endividadas registrou alta, ao passar de 23,9% para 24,9%. Os “mais ou menos” endividados representam 22,6% das famílias neste mês, contra 22,7% no mês passado.

Renda comprometida
De acordo com o levantamento, a parcela da renda comprometida com dívidas alcançou 29,5%. O tempo médio de atraso de quem possui contas ou dívidas pendentes ficou em 60,8 dias em junho.

Já o tempo médio de comprometimento com as dívidas ficou em 6,7 meses, sendo que 28,2% das famílias endividadas estão comprometidas com dívidas por até três meses e 29,6%, por mais de um ano.

InfoMoney, 16 de junho de 2011

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