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Os riscos de haver uma bolha de crédito no Brasil são baixos, mas não nulos. Um dos motivos é que o ritmo de instrução e educação financeira da classe C que agora tem acesso a linhas de financiamento é bem mais lento do que o das concessões. “Nos preocupa a inclusão dos novos consumidores. Temos que ter a convicção de que essa parcela precisa ser tratada de maneira adequada nesse processo”, disse Juliana Pereira da Silva, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), da Secretária de Direito Econômico do Ministério da Justiça.

Ela participou ontem do lançamento do Plano de Ação para o Fortalecimento do Ambiente Institucional, que faz parte do Plano de Inclusão Financeira no Brasil que o Banco Central toca desde 2002. A diretora argumenta que, como a inclusão financeira é um processo novo no país para uma grande parcela da população que não tem um maior nível educacional, o próprio mercado, ou seja, todas as instituições financeiras precisam assumir sua parcela de responsabilidade. “Os bancos têm de fazer uma oferta de crédito de forma segura, consciente e adequada para o povo brasileiro.”

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ressaltou sua crença no potencial transformador propiciado pelas ações de educação financeira para estimular maior nível de responsabilidade, contribuindo para um processo de inclusão equilibrada e sustentável.

O diretor de assuntos internacionais do BC, Luiz Pereira, que preferiu não se referir a bolhas, disse que o sistema financeiro está preparado com um arcabouço regulatório sólido, bancos bem capitalizados e com o governo se esforçando para aprimorar a educação financeira no país. De acordo com ele, nesse processo, está em estudo pelo governo uma nova regulamentação para o microcrédito e microfinanças com o objetivo de dar mais suporte às contratações de micro e pequenas empresas. “O fato de ofertar crédito não quer dizer necessariamente que ele esteja sendo capturado”, disse.

Também em análise estão regras novas para os microsseguros que, segundo Pereira, pode ser um grande mitigador de risco ao longo da atividade econômica. Além disso, ressaltou, haverá um marco legal para os pagamentos via celular. “Queremos que isso se dê numa plataforma que não seja exclusiva, mas bem abrangente, disse, sem citar no entanto prazo para que as medidas sejam anunciadas.”

Fonte: Brasil Econômico/ Simone Cavalcanti – 10/05/2012

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