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As grandes empresas voltaram a tomar crédito nos bancos. Com a crise na Europa, que encareceu a captação de recursos no exterior e fechou o mercado de ações no Brasil, a procura por  financiamento bancário aumentou. As linhas para grandes empresas foram as que mais cresceram dentro da carteira de empréstimos dos bancos no terceiro trimestre.
Para os próximos meses, a expectativa é que essas linhas continuem aquecidas, uma vez que a volatilidade no mercado financeiro deve continuar elevada. Ontem, com a piora da situação na Itália, a aversão ao  risco voltou a subir e os investidores seguem pedindo prêmios elevados para comprar bônus. “Captar lá fora no momento não compensa, por conta do alto custo da operação”, afirma o vice-presidente Financeiro  do Banco ABC Brasil, Sérgio Lulia Jacob.
Nos grandes bancos, sem exceção, houve um aumento expressivo do crédito para grandes companhias. No Itaú, a expansão no segmento foi de 24% na comparação do terceiro trimestre com o mesmo período do ano passado, acima dos 21% da carteira total. No Bradesco, a carteira aumentou 27%, o dobro da pessoa física. No Banco do Brasil, enquanto a carteira de pequena empresa cresceu 16%, a de grandes corporações se expandiu em 24%.
No terceiro trimestre, a alta do dólar influenciou pequena parte desse crescimento, pois algumas operações são feitas em moeda estrangeira (como o financiamento de linhas de comércio exterior). Mesmo descontando essa valorização, os bancos destacam que a expansão segue expressiva. “O crédito para grandes empresas vem surpreendendo e está crescendo bem acima do previsto”, afirma o vice-presidente  executivo e Diretor de Relações com Investidores do Bradesco, Domingos Ferreira Abreu. O banco tem previsão de crescimento de até 15% para a carteira em 2011, mas até setembro a alta chegou a 27%.
Os executivos dos bancos atribuem o crescimento ao fato de as empresas estarem precisando de recursos em um momento no qual o mercado de capitais está desaquecido e o cenário externo turbulento. No BB, tem havido maior procura tanto por operações tradicionais, como capital de giro, como para financiar projetos de investimento, destaca o vice-presidente de Gestão Financeira, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do banco, Ivan Monteiro.
Tanto no BB como nos bancos privados, cresceu também o empréstimo por meio de subscrição de papéis privados. Neste tipo de operação, a empresa emite debêntures, normalmente pela regra de esforço
restrito de colocação (voltada a pequeno grupo de investidores) e o banco compra praticamente a totalidade dos papéis. A vantagem para as empresas é que nesse tipo de captação não há a incidência de Imposto
sobre Operações Financeiras (IOF) e, por isso, é mais barata que um empréstimo tradicional.
“Os financiamentos para grandes e médias empresas devem seguir aquecidos no ano que vem”, destaca Alfredo Egydio Setubal, diretor de Relações com Investidores do Itaú Unibanco. O executivo ressalta que,
embora os spreads para grandes companhias sejam menores do que para outros segmentos, o fato de o mercado internacional estar mais volátil leva essas empresas a usarem mais o crédito local.
Além disso, os bancos, principalmente o Itaú, apostaram forte no segmento de pequenas empresas no final do ano passado e começo de 2011. O problema é que a categoria foi uma das que teve maior aumento
de inadimplência. Isso levou alguns bancos a colocarem o pé no freio nos empréstimos às companhias de menor porte e liberarem mais recursos para as grandes, tradicionalmente um segmento menos arriscado.
O próprio Itaú reduziu. De acordo com o diretor Corporativo de Controladoria do Itaú, Rogério Calderón, o banco ficou mais rigoroso na concessão de recursos e aumentou o pedido de garantias nos meses de julho
a setembro, depois que o segmento teve aumento de inadimplência acima do esperado no segundo trimestre.
No Santander, o destaque foi a expansão de 11% na carteira de grandes corporações na comparação do terceiro com o segundo trimestre, a linha que mais cresceu na pessoa jurídica. O presidente do banco,
Marcial Portela, destaca que esse desempenho, junto com a alta do financiamento ao consumo, ajudou o Santander a ter o maior crescimento trimestral da sua história, que ficou em 8% no período de julho a
setembro.
Fonte: Agência AE Broadcast/Altamiro Silva Júnior – 09/11/2011

Com crise, grandes empresas buscam mais crédito bancário
As grandes empresas voltaram a tomar crédito nos bancos. Com a crise na Europa, que encareceu a captação de recursos no exterior e fechou o mercado de ações no Brasil, a procura por  financiamento bancário aumentou. As linhas para grandes empresas foram as que mais cresceram dentro da carteira de empréstimos dos bancos no terceiro trimestre.

Para os próximos meses, a expectativa é que essas linhas continuem aquecidas, uma vez que a volatilidade no mercado financeiro deve continuar elevada. Ontem, com a piora da situação na Itália, a aversão ao  risco voltou a subir e os investidores seguem pedindo prêmios elevados para comprar bônus. “Captar lá fora no momento não compensa, por conta do alto custo da operação”, afirma o vice-presidente Financeiro  do Banco ABC Brasil, Sérgio Lulia Jacob.

Nos grandes bancos, sem exceção, houve um aumento expressivo do crédito para grandes companhias. No Itaú, a expansão no segmento foi de 24% na comparação do terceiro trimestre com o mesmo período do ano passado, acima dos 21% da carteira total. No Bradesco, a carteira aumentou 27%, o dobro da pessoa física. No Banco do Brasil, enquanto a carteira de pequena empresa cresceu 16%, a de grandes corporações se expandiu em 24%.

No terceiro trimestre, a alta do dólar influenciou pequena parte desse crescimento, pois algumas operações são feitas em moeda estrangeira (como o financiamento de linhas de comércio exterior). Mesmo descontando essa valorização, os bancos destacam que a expansão segue expressiva. “O crédito para grandes empresas vem surpreendendo e está crescendo bem acima do previsto”, afirma o vice-presidente  executivo e Diretor de Relações com Investidores do Bradesco, Domingos Ferreira Abreu. O banco tem previsão de crescimento de até 15% para a carteira em 2011, mas até setembro a alta chegou a 27%.

Os executivos dos bancos atribuem o crescimento ao fato de as empresas estarem precisando de recursos em um momento no qual o mercado de capitais está desaquecido e o cenário externo turbulento. No BB, tem havido maior procura tanto por operações tradicionais, como capital de giro, como para financiar projetos de investimento, destaca o vice-presidente de Gestão Financeira, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do banco, Ivan Monteiro.

Tanto no BB como nos bancos privados, cresceu também o empréstimo por meio de subscrição de papéis privados. Neste tipo de operação, a empresa emite debêntures, normalmente pela regra de esforço
restrito de colocação (voltada a pequeno grupo de investidores) e o banco compra praticamente a totalidade dos papéis. A vantagem para as empresas é que nesse tipo de captação não há a incidência de Imposto
sobre Operações Financeiras (IOF) e, por isso, é mais barata que um empréstimo tradicional.

“Os financiamentos para grandes e médias empresas devem seguir aquecidos no ano que vem”, destaca Alfredo Egydio Setubal, diretor de Relações com Investidores do Itaú Unibanco. O executivo ressalta que,
embora os spreads para grandes companhias sejam menores do que para outros segmentos, o fato de o mercado internacional estar mais volátil leva essas empresas a usarem mais o crédito local.

Além disso, os bancos, principalmente o Itaú, apostaram forte no segmento de pequenas empresas no final do ano passado e começo de 2011. O problema é que a categoria foi uma das que teve maior aumento
de inadimplência. Isso levou alguns bancos a colocarem o pé no freio nos empréstimos às companhias de menor porte e liberarem mais recursos para as grandes, tradicionalmente um segmento menos arriscado.
O próprio Itaú reduziu. De acordo com o diretor Corporativo de Controladoria do Itaú, Rogério Calderón, o banco ficou mais rigoroso na concessão de recursos e aumentou o pedido de garantias nos meses de julho
a setembro, depois que o segmento teve aumento de inadimplência acima do esperado no segundo trimestre.

No Santander, o destaque foi a expansão de 11% na carteira de grandes corporações na comparação do terceiro com o segundo trimestre, a linha que mais cresceu na pessoa jurídica. O presidente do banco,
Marcial Portela, destaca que esse desempenho, junto com a alta do financiamento ao consumo, ajudou o Santander a ter o maior crescimento trimestral da sua história, que ficou em 8% no período de julho a
setembro.

Fonte: Agência AE Broadcast/Altamiro Silva Júnior – 09/11/2011

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