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Depois de receber críticas de que a proposta apresentada em julho foi muito branda com os bancos, o Comitê de Supervisão Bancária de Basileia poderá dobrar a quantidade de capital de alta qualidade – como ações próprias – que os bancos terão que manter em reserva, informou ontem o jornal alemão “Die Zeit”, citando ter obtido uma cópia da proposta.

O Comitê de Basileia, que inclui representantes de 27 países, se reuniu ontem em Basileia, na Suíça, e vai apresentar recomendações aos presidentes dos bancos centrais e reguladores nacionais em reuniões que começam no domingo. A proposta, então, irá para o G-20, que se reunirá em novembro, em Seul, na Coreia do Sul. A partir daí, ficará a cargo de cada país transformar as novas regulações em leis. Os Estados Unidos foram lentos em adotar a última leva de regras, conhecida por Basileia 2.

O comitê também pode recomendar que seja exigido dos bancos ampliar ainda mais suas reservas de capital durante períodos de crescimento, para até 16% dos seus ativos. Assim, as instituições estariam mais preparadas para suportar um colapso súbito da confiança, como aquele que ocorreu após a quebra do Lehman Brothers, em 2008.

A Associação de Bancos Alemães afirmou que os novos requerimentos de capital podem cortar a capacidade de emprestar dos bancos do país em US$ 1,27 trilhão, diante da dificuldade de se levantar capital adicional. Um estudo divulgado pelo comitê no mês passado argumentava que, enquanto requerimentos mais rigorosos de capital podem temporariamente comprometer o crescimento das economias, no longo prazo tende a sustentá-las.

Enquanto as atenções tendem a focar nos índices globais de alavancagem do capital, muito do debate na Basileia gira em torno das definições de que tipo de capital os bancos poderão apresentar para atender as exigências regulatórias. Por exemplo, um ponto é quanto de participações acionárias em outras instituições os bancos poderão levar em conta quando forem calcular seu capital.

Outra questão diz respeito ao tempo que vai levar para essas novas medidas se tornarem efetivas. O “Die Zeit” informou que algumas provisões poderão ser adotadas já em 2013, enquanto outras virão em etapas até 2018.

Fonte: Valor Econômico /  Agências internacionais – 08/09/2010

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