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A cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada por uma sociedade de pessoas, com forma e natureza jurídica própria, sem fins lucrativos e fiscalizada pelo Banco Central do Brasil.

Quando um grupo de pessoas constitui uma cooperativa de crédito, o objetivo é propiciar crédito e prestar serviços financeiros de modo mais simples e vantajoso para seus associados, na definição da Central das Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo do Estado de São Paulo.

O cooperativismo a favor do capitalismo. Esse poderia ser a palavra de ordem dessas associações, que têm planos ousados no Brasil. Até o fim da década, querem fornecer nada menos do que 10% do total de crédito no país. Hoje, respondem por mero 1,8%, ou R$ 25 bilhões, de um total de R$ 1,4 trilhão.

Para efeito de comparação, na França, as cooperativas detêm 43% de participação no sistema financeiro. Mesmo nos Estados Unidos, tradicionalmente avessos a formas menos lucrativas de negócios, a fatia chega a 10%.

O apelo é inegável. Suas taxas de juros giram ao redor de 2% ao mês, enquanto os bancos tradicionais cobram 4%. Isso porque as transações são isentas de Imposto de Renda. Para avançar, a bancada do setor no Congresso, a segunda mais numerosa (atrás apenas dos ruralistas), pretende ter acesso aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

As cooperativas também querem seu quinhão nos cerca de R$ 160 bilhões movimentados anualmente entre as 5.500 prefeituras brasileiras, cuja participação está restrita, hoje, aos bancos oficiais. Elas admitem que não há o amparo legal para tal situação, mas leis existem para serem mudadas.

Para se tornarem mais rentáveis, estas instituições não escapam ao movimento de fusões e aquisições, para terem ganhos de escala. Nos últimos dois anos, 48 cooperativas desapareceram.

Isso não significa, no entanto, menor presença em território nacional. A cada mês, confirmam as estatísticas, 20 novos postos são criados para atender os associados, o que resultou em 2.914 pontos ao final de 2009.

Fonte: Brasil Econômco/Editorial – 17/03/10

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