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A Comissão Europeia apresentou ontem uma proposta de reforma de seu sistema financeiro que reforça a regulação de bancos. Se aprovada, representará um passo importante para uma união bancária entre os 27 países da União Europeia.
 
A intenção do plano, ainda a ser debatido pelos chefes de Estado e governo, é garantir maior coordenação entre os países e evitar que futuras crises sejam combatidas por meio de resgates com dinheiro público -o que já aconteceu na Irlanda, em Portugal e na Grécia.
 
De acordo com a proposta, investidores e credores serão responsabilizados no momento de eventual falência ou resgate das instituições financeiras. “Os bancos devem pagar pelos bancos. Não queremos que os contribuintes paguem as faturas das crises financeiras”, disse o comissário europeu do mercado interno, Michel Barnier.
 
Apesar disso, Barnier lembrou que o plano não foi elaborado para solucionar os problemas atuais, e a legislação, se aprovada, só entrará em vigor a partir de 2015.
 
No momento, a Espanha enfrenta forte pressão dos mercados financeiros por causa do setor bancário, especialmente após a necessidade de injetar recursos do governo para evitar a quebra do Bankia, o terceiro maior banco do país em ativos.
 
O governo espanhol determinou ontem uma investigação sobre o banco, para apurar se houve fraude e o estado real de suas finanças.
 
Pequenos poupadores do Bankia também anunciaram que estão coletando recursos para processar a administração da instituição financeira.
 
A quinta maior economia da Europa tem sofrido para captar recursos no mercado, vendo uma crescente subida dos juros para adquirir títulos de sua dívida pública.
 
O ministro das Finanças espanhol, Luis de Guindos, negou que o governo vá pedir resgate à União Europeia. Mas, segundo a Reuters, a Alemanha e a União Europeia vêm trabalhando em planos para ajudar a Espanha.
 
As autoridades examinam os tratados para checar é possível o país receber recursos sem ter como contrapartida medidas de austeridade.
 
Em reunião do Banco Central Europeu ontem, a taxa de juros foi mantida em 1%.
 
Fonte: Folha de São Paulo/ Rodrigo Russo – 07/06/2012

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